Saúde e Bem-estar

A importância do exame de Papanicolau na prevenção do câncer de colo de útero

Oncologia ginecológica

A importância do exame de Papanicolau na prevenção do câncer de colo de útero

exame de Papanicolau faz parte do check-up ginecológico e é essencial na prevenção do câncer de colo do útero. Ele é realizado por meio da coleta de uma pequena amostra de células do colo uterino, para posterior análise laboratorial.

Neste artigo, falamos mais sobre o exame. Explicamos, também, sua importância na prevenção desse tipo de neoplasia. Confira!

Como é o exame de Papanicolau?

exame preventivo do colo do útero, como vem sendo chamado o exame de Papanicolau, é realizado de forma simples e rápida pelo(a) ginecologista no consultório. Durante o procedimento, a mulher fica na posição ginecológica enquanto o médico utiliza um instrumento chamado espéculo, popularmente conhecido como “bico de pato”, para inseri-lo na vagina.

Após visualizar o interior da vagina e o colo do útero, o especialista realiza uma suave coleta de células, tanto na superfície externa como interna do colo uterino. Esse processo, chamado de esfregaço cervicovaginal, é feito utilizando uma escovinha e uma espátula. As células coletadas são depositadas em um meio líquido e enviadas para análise citopatológica.

O uso do meio líquido na colpocitologia oncótica (adotado pelo Espaço Binah) oferece algumas vantagens em relação à citologia convencional. Uma das principais é que as células são mais bem dispostas, facilitando a interpretação e reduzindo a presença de hemácias, exsudado inflamatório e muco. Além disso, essa técnica possibilita a preparação de lâminas adicionais, caso seja necessário complementar o exame ou realizar testes moleculares para identificar o HPV e outros agentes microbiológicos.

Quanto à dor, a maioria das mulheres relata sentir, no máximo, um leve desconforto durante o exame. No entanto, quando o procedimento é realizado corretamente e com delicadeza pelo examinador, o incômodo diminui consideravelmente.

Como é o preparo?

Segundo o Ministério da Saúde, para assegurar a precisão do resultado, além de não estar menstruada, deve-se seguir alguns preparos nas 48 horas anteriores ao exame. São eles:

  • não ter relações sexuais (mesmo com uso de preservativo);
  • não usar duchas vaginais;
  • não usar medicamentos vaginais;

Quando é indicado?

O Papanicolau é um exame preventivo periódico. Ele deve ser feito por todas as mulheres que já tiveram relação sexual, sendo especialmente importante entre os 25 e 64 anos. Gestantes também podem e devem realizar o exame, sem riscos para ela ou o bebê.

Em relação à frequência, nos primeiros anos é preciso fazer o teste anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, com intervalo de um ano entre eles, a rotina (repetição) do Papanicolau pode ser realizada a cada três anos.

O que pode revelar?

O exame de Papanicolau pode apontar infecções em curso, incluindo o HPV, bem como a presença de lesões precursoras do câncer de colo do útero. Assim, busca detectar células negativas ou positivas para a neoplasia. Entre os resultados citológicos possíveis, pode-se ter um:

  • Papanicolau normal, descrito como negativo para lesão intraepitelial, ausência de atipia, ausência de células neoplásicas ou negativo para malignidade;
  • Papanicolau anormal, descrito como presença de células escamosas atípicas, com características mistas (ASCH, na sigla em inglês) ou como presença de células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS, na sigla em inglês);
  • lesões pré-malignas, descrito como lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), com baixo risco de câncer, ou lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), com alto risco de câncer, exigindo a realização de colposcopia e biópsia.

Como o Papanicolau ajuda na prevenção ao câncer de colo do útero?

Em 2023, o Brasil deve registrar 17.010 novos casos de câncer de colo do útero. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), isso corresponde a 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.

A rotina do Papanicolau, também chamado de colpocitologia oncótica cervical, é principal estratégia para detectar, precocemente, a presença de lesões pré-cancerígenas na região. É o caso da infecção por HPV — bastante incidente, inicialmente assintomática e cuja persistência é um fator de risco importante para o câncer cervical.

Em fases iniciais, o tratamento é simples e efetivo, consistindo na retirada ou cauterização da lesão. O procedimento é feito no próprio consultório e leva poucos minutos.

Já quando o tumor aumenta e se torna invasivo, muitas vezes, é preciso fazer a cirurgia para retirada do útero e estruturas próximas. Ainda assim, há chances de cura.

Em estágios mais avançados, no entanto, é preciso realizar radioterapia e quimioterapia. Nesses quadros, há menores taxas de cura e maiores efeitos colaterais.

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Ginecologista, obstetra e diretor técnico do Espaço Binah - CRM/SC 13.883 | RQE: 9909

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