Saúde e Bem-estar

Qual é o melhor anticoncepcional? Saiba como escolher

Atualizado em: 18/01/23 | Ginecologia

Qual é o melhor anticoncepcional? Saiba como escolher

Existem diversos métodos contraceptivos e escolhê-los é uma decisão complexa. Para acertar, o aconselhamento médico individualizado é fundamental. Afinal, o melhor anticoncepcional para uma mulher pode não ser indicado para outra. Tudo depende de suas vantagens e desvantagens, bem como das necessidades e preferências de cada uma.

Neste artigo, focamos nos principais tipos de anticoncepcionais hormonais. Além disso, mostramos o que deve ser levado em conta na escolha da melhor pílula — alternativa mais utilizada em todo mundo. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas!

Qual é o melhor anticoncepcional?

Entre os principais métodos anticoncepcionais, há os:

  • reversíveis (métodos de barreira, hormonais e dispositivos intrauterinos);
  • definitivos (vasectomia e esterilização cirúrgica feminina).

No caso dos anticoncepcionais hormonais, eles podem ser administrados das seguintes formas:

  • pílulas;
  • anéis vaginais;
  • adesivos transdérmicos;
  • injeções;
  • implantes subdérmicos;
  • dispositivos intrauterinos (DIU).

Quer saber qual deles é o melhor anticoncepcional? Confira as informações a seguir.

Pílulas

As pílulas são contraceptivos orais com doses baixas de estrogênio e progesterona (ação combinada) ou apenas de progesterona. Se tomadas corretamente, são altamente eficazes na contracepção.

E tem mais! Além de impedirem a ovulação, dependendo do tipo, as pílulas têm outros benefícios, tais como:

  • regular o fluxo menstrual e sua duração;
  • reduzir as cólicas menstruais;
  • diminuir o risco de câncer de ovário e de endométrio;
  • prevenir a anemia por deficiência de ferro;
  • melhorar a acne.

Já entre os possíveis efeitos colaterais, destacam-se:

  • sangramento irregular;
  • náuseas;
  • aumento da sensibilidade mamária;
  • inchaço;
  • alterações de humor.

Felizmente, esses inconvenientes costumam ser iniciais. Após os primeiros meses de uso, a tendência é que melhorem ou até desapareçam.

Anéis vaginais

Os anéis vaginais são feitos de plástico flexível e inseridos na vagina pela própria mulher. Eles contêm estrogênio e progesterona, os quais são liberados aos poucos, inibindo a ovulação e alterando o muco cervical (para dificultar a penetração dos espermatozoides).

Se usados adequadamente, a eficácia é bastante alta. Já os benefícios associados, assim como os possíveis riscos, são os mesmos das pílulas.

Adesivos transdérmicos

Os adesivos transdérmicos (de pele) contêm estrogênio e progesterona. Sua eficácia, bem como benefícios associados e possíveis riscos, é similar ao dos contraceptivos orais.

Eles são colados por uma semana na parte superior das costas, ombro, abdome ou nádegas. Depois, precisam ser removidos e trocados.

Injeções

Os anticoncepcionais injetáveis podem conter progesterona isolada, com efeito contraceptivo de três meses, ou progesterona e estrogênio combinados, com ação mensal. Eles não apenas inibem a ovulação, como aumentam a viscosidade do muco cervical.

No caso das injeções de progesterona, o retorno à fertilidade se dá, em média, após sete meses da última aplicação. Os possíveis efeitos colaterais são sangramento irregular, aumento de peso, dor de cabeça, alterações de humor e amenorreia.

No caso das injeções de progesterona e estrogênio, a recuperação da fertilidade é imediata. Os efeitos colaterais podem ser alterações menstruais, dor de cabeça, náuseas e/ou vômitos, ganho de peso e mastalgia (aumento da sensibilidade nas mamas).

Implante subdérmico

implante subdérmico é um dos métodos de controle de natalidade mais eficazes. Trata-se de uma pequena haste que contém progesterona, inserida sob a pele do braço, em clínicas e consultórios médicos.

Entre os efeitos colaterais, o mais comum é o sangramento irregular. Sua ação dura, pelo menos, três anos. Mas, ele pode ser removido antes desse período, se houver o desejo de engravidar. Feito isso, a fertilidade costuma ser restabelecida rapidamente.

DIU

DIU é outro dispositivo contraceptivo altamente eficaz. No caso do DIU hormonal, utiliza-se levonorgestrel, um tipo de progesterona.

O tempo de permanência no organismo varia de três a dez anos, dependendo do tipo. Entre os efeitos colaterais está o eventual sangramento, que pode ser inexistente, pouco ou se manter normal.

Como escolher o melhor anticoncepcional para mim?

O melhor método contraceptivo é aquele que pode ser utilizado consistentemente sem causar incômodos. Para chegar a opção mais indicada, deve-se considerar:

  • as taxas de eficácia (quão bem ele funciona);
  • a duração do efeito (por quanto tempo pode ser usado);
  • se e como seu uso afeta a menstruação;
  • os tipos, a frequência e a gravidade dos efeitos colaterais;
  • a rapidez com que a fertilidade voltará quando parar de usá-lo.

Assim, para escolhê-lo, é preciso consultar um ginecologista. A indicação se baseará nas suas condições clínicas, incluindo antecedentes em relação a comorbidades, bem como preferências individuais.

Se a opção for pelo contraceptivo oral combinado — método mais usado no mundo —, a melhor pílula é a que é utilizada corretamente. Por isso, é preciso entender a importância de não esquecer de tomá-la, assim como de respeitar os dias de intervalo nos esquemas cíclicos.

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Como explicado, o ginecologista é quem define, junto à mulher, qual é o melhor anticoncepcional. Por isso, deve-se contar com o acompanhamento periódico de um especialista. Se estiver em Florianópolis (SC), conte com a equipe do Espaço Binah. Nossa clínica está localizada no MultiOpen Shopping, no sul da ilha!

Precisando, agende uma consulta e faça sua avaliação individualizada. Estamos à disposição!

Ginecologista, obstetra e diretor técnico do Espaço Binah - CRM/SC 13.883 | RQE: 9909

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